Aos que me odeiam... Bem, se me odeiam é porque certamente ainda não me conhecem como deveriam. Eu sei quem sou, o que fiz e tudo o que sou (ou não) capaz de fazer.
Aos que me dizem “eu te amo”... A esses sou imensamente grato, mas, sinceramente, prefiro o seu silêncio se o que disserem não for sincero.
Aos que riram de mim... Convido-os ao imenso prazer que é sorrir comigo, mesmo que a piada seja repetida.
Aos que comigo choraram... Estendo a vocês a amplitude dos meus prantos, mas agora com lágrimas de gratidão.
Aos que comigo caminharam pela vida... Dedico a todos vocês, presentes e ausentes, cada passo que dei em direção ao que me tornei.
Aos que me barraram o caminho... A vocês dedico as pedras que colhi durante o desvio que me forçaram a fazer.
Aos que não me conheceram... Para vocês reservei o meu mais sincero “Muito Prazer!”.
Aos que disseram saber quem sou... Digo-lhes que estavam muito enganados, pois sou bem mais do que poderiam sequer imaginar.
Aos que discordam do que eu falo... Digo que estou de pleno acordo com o que pensam.
Aos que concordam comigo... Digo que sei exatamente como chegaram a essa conclusão.
Aos que não se importam com o que eu penso... Guardarei-vos-ei as reticências...
Aos que leram estas palavras... Dedico a vocês toda a sinceridade que não sou capaz de desfiar com os meus lábios, mesmo que estes também pudessem ser sinceros na mesma medida.
P.S.: Aos meus inimigos... Por hoje, não tenho tempo a perder com vocês (tenho coisas mais importantes para fazer agora).
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