Agora, depois de tudo ter acontecido, o que não me sai da cabeça é o que deve estar se passando na cabeça dela.
Sei que para ela é tudo muito normal. Mas as coisas me vêm à cabeça de uma forma em que eu acabe gastando horas tentando entender.
Não deve ser nada. Mas por que agora? Por que assim? Por que alguém que já estava aqui pareceria tão presente quanto agora?
Correr riscos, é o que dizem... Não vejo risco algum nisso. Vejo uma vontade que aumenta vertiginosamente, me deixando à deriva nesse grande mar de possibilidades.
Vejo faces... Vejo duas faces indo na mesma direção. Vejo que nada está sob controle (e era eu quem sempre esteve certo?).
Oras, mas ela deve estar certa quando diz que eu estou certo. E se ela estiver errada, ambos estaremos. Adoro esse tipo de trocadilho.
Mas, e este "erro" que perdura desde o fatídico ocorrido? A vontade que cresce e a cada minuto (sempre depois das 21:30), se eu não estiver lá, fingindo que não me importo, estarei perdendo uma noite inteira de sonhos.
E ainda estou pensando na noite que antecedeu tudo isso...Eu, que estava bem. Eu, que achava que estava.
Bom, o fato é que agora me sinto bem melhor.
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