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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Triste canto do amanhã

E amanhã o hoje se repete
Como algo que não veio a vir
Como a eterna vivencia da morte
Como a água derramada no pote

E amanhã o hoje se repete
Como a presente falta que me faz
Como a dor que sinto em sorrir
E o brilho escuro que não vi ao sair

E amanhã o hoje se repete
Como algo passado e ainda presente
Como a luz da lua perdida no céu
Uma canção bonita escrita na falta do papel

E amanhã o hoje se repete
Como a vontade persistente de uma desistênca
Como um grito agudo e surdo por atenção
Tão presente, ainda, na minha triste a solidão

E amanhã o hoje se repete
Tanto quanto o que foi deixado de ser
Como o meu ser alguém sem você
Ou a minha boca calada de quem não vê

E amanhã...
E amanhã...

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