E amanhã o hoje se repete
Como algo que não veio a vir
Como a eterna vivencia da morte
Como a água derramada no pote
E amanhã o hoje se repete
Como a presente falta que me faz
Como a dor que sinto em sorrir
E o brilho escuro que não vi ao sair
E amanhã o hoje se repete
Como algo passado e ainda presente
Como a luz da lua perdida no céu
Uma canção bonita escrita na falta do papel
E amanhã o hoje se repete
Como a vontade persistente de uma desistênca
Como um grito agudo e surdo por atenção
Tão presente, ainda, na minha triste a solidão
E amanhã o hoje se repete
Tanto quanto o que foi deixado de ser
Como o meu ser alguém sem você
Ou a minha boca calada de quem não vê
E amanhã...
E amanhã...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário: