Quando se ama à distância, as coisas são bem mais complicadas. Não poder tocar, sentir ou olhar a pessoa com a qual estamos, nos torna incapazes de acreditar na existência de uma relação. Muitas pessoas aprendem a conviver com a distância, mantendo sólidos seus relacionamentos, mesmo que, para isso, tenham que ocultar certos detalhes dos seus cotidianos afastados.
Talvez essa seja mesmo a melhor maneira de se consolidar uma relação. Seguir ignorando a ausência, continuando com a rotina e omitindo os detalhes torna tudo bem mais simples. O problema é se você for uma dessas pessoas que (como eu) não sabem mentir. Não saber mentir pode ser um grande empecilho quando se resolve manter próxima aquela pessoa distante. A distância transforma os sentimentos. Quando se está longe da pessoa amada, toda dor vira lágrima, toda paz vira inferno, toda festa vira velório e toda confiança vira dúvida.
Talvez essa seja mesmo a melhor maneira de se consolidar uma relação. Seguir ignorando a ausência, continuando com a rotina e omitindo os detalhes torna tudo bem mais simples. O problema é se você for uma dessas pessoas que (como eu) não sabem mentir. Não saber mentir pode ser um grande empecilho quando se resolve manter próxima aquela pessoa distante. A distância transforma os sentimentos. Quando se está longe da pessoa amada, toda dor vira lágrima, toda paz vira inferno, toda festa vira velório e toda confiança vira dúvida.
A questão é saber se é ou não possível lidar com isso sem ter que destruir uma relação. Cabe então, aos envolvidos, ver se vale a pena lutar por uma possível – ainda que imprevisível – aproximação definitiva. Claro que, como todo processo envolvendo sentimentos, este também requer tempo. Caímos então em outro paradoxo: Se é necessário tempo para se aprender a conviver com a distância, como pode o mesmo “tempo” ser capaz de nos fazer esquecer de querer isso? Pode acontecer de, no percurso do aprendizado, aprendermos melhor os métodos de indiferenciação para com a outra pessoa do que os de aceitação em relação ao detalhe da distância na relação. Se isso acontece, normalmente começam a aparecer caminhos atraentes que levam ao término do relacionamento. Para quem não quer isso, ou para quem realmente ama a pessoa (distante) com quem está, cabe engolir o triste fato de que não é com a proximidade dos corpos que se solidifica uma relação, mas com a proximidade do espírito. Digo “triste fato” porque sou grande amante do contato físico e também não gosto de ficar longe de quem amo. Mas a vida é assim mesmo. Devemos aprender a conviver com a distância para que, só então, saibamos lidar com a presença. Se, mesmo distante, aquela pessoa continuar presente nos seus pensamentos, relaxa. A verdade é que não há distância alguma entre vocês. Muitas pessoas passam a vida coladas nos seus parceiros e nunca estiveram tão próximos quanto você pode estar nesse momento. Muita gente nem sabe o que é acreditar na vontade mútua entre duas pessoas que querem ficar juntas, mesmo diante das maiores distâncias.
Não existe regra pro amor. O coração não vê limites. Ele transgride qualquer lei da física, trazendo pra perto (em fração de segundos) qualquer pessoa, de onde quer que ela estiver. Acredite, a distância maior é a distância das almas! ;)
O que dizer sobre este texto?
ResponderExcluirPoderia ter meu nome.
Vou rouba-lo se nao se importa.