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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Contradição de quem ama


Ambiguidade é dizer que ama,
Saber que sim (e saber bem).
É declamar a quem declama:
Quero-te tanto! Queira também!

Quem ama rima o triste e o belo
E faz da guerra questão de paz.
O amor enfim é um castelo
Onde quem ama não reina mais

Ambiguidade é ser feliz
Em meio ao caos de um coração
Que sempre apanha de quem lhe diz
Que tem por ele devoção.

Enfim eu oro (finjo que sei).
Conjugo os tempos da oração:
Pai, Filho... Castelo e rei!
Amor real é ficção.

Um comentário:

  1. Krys, bons poemas nascem do coraçao.
    Você abre o seu quando escreve, isso é a arte pra mim. Quando os sentimentos transbordam e sentem a necessidade de serem colocados pra fora, você fez isso muito bem..
    ahh o amor... são tantos, é único. Não defini-lo o deixa ainda mais misterioso e sublime!
    (e o mistério é a poesia dele!)

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