Sinceramente, sinto falta de poucas coisas na minha vida. Às vezes sinto falta de uma pessoa, ou outra, mas nunca me atenho muito a isso. Saudade é a palavra correta. Sinto saudades de algumas coisas, de pessoas, de situações, mas nunca isso veio me atrapalhar tanto quanto ultimamente.
Tenho sentido falta de pessoas que não poderiam (não mais) sanar esse meu problema. Não é como se alguém tivesse ido viajar, numa viagem longa e demorada, e estivesse para voltar logo. A verdade é que algumas pessoas simplesmente não voltam. Todo mundo vai partir, um dia, mas poucos terão o privilégio de voltar e poucos teremos o privilégio de vê-los voltando, de recebê-los, de abraçá-los, enfim. É falta mesmo, não saudades.
Saudades eu tenho dos tempos em que pude estar do lado da pessoa que partiu. Dos dias em que brincamos de mãe e filho... De quando eu fingia ser adulto para correr pros braços dela na primeira complicação que me aparecia... Das nossas discussões que acabavam em “pizza” (sempre)... Do silêncio por opção... Dela... De nós...
Hoje o meu silêncio é causado por sua ausência... Não há opções, só vontade de falar, mas sem seus ouvidos para me ouvir. Isso me leva a sentir falta, também, dos momentos em que me calei enquanto ela ainda era presente... Se eu soubesse o quanto eu precisaria, desejaria, sonharia, falar com você novamente, nunca teria perdido meu tempo de boca fechada diante de você.
Agora só me resta me calar... Seus ouvidos estarão distantes demais para me ouvir...
E nisso, fica comigo uma "saudade" que é toda sua... E "sinto falta" de dizer uma palavra (que nunca mais terá o mesmo sentido para mim): Mãe.
Fiquei na dúvida se curtia ou não. É o tipo de texto que gosto realmente de ler. Embora eu não esteja no melhor momento, gostei muito e realmente sinto muito.
ResponderExcluirValeu mesmo o comentário Marconni! Bom saber que gostou! E pode contar comigo pro que precisar...
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