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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Sonho...

Ele não pensava em outra coisa... Somente ela em seus pensamentos. Linda, nua...
Sua vontade aumentava a cada minuto. Seus desejos clamavam pela presença de sua amada.
Os dias passavam lentos. Sua mente o perturbava. Sua libido ardia em desejo.
Fizeram amor diversas vezes em pensamento...
Suas mentes faziam joguinhos...
Ela sabia (de onde ela estava) de tudo o que se passava.
Ele também...
Mas ambos também sabiam que não havia saída.
A distância limitava seus corpos...
O desejo perturbava suas mentes sedentas por paixão.
Os dias se arrastavam como se serpenteassem na angústia de ambos os amantes.
Ele clamava por ela...
Ela o desejava ardentemente...
Suas vontades rumavam de um para o outro.
Ela se via ali, nua, totalmente entregue ao seu amado, despida de pudor e envolta apenas pelo seu desejo.
Ele entrava, calma e carinhosamente por entre as pernas de sua amada, embrenhando-se naquele fluido que antecedia a consumação do ato.
Ela o prendeu com suas pernas...
Ah, aquelas pernas... Pareciam terem sido torneadas pelos deuses! 
Assim, ela o fez permanecer parado, dentro dela, como quem não quisesse que aquilo se findasse.
Ficaram ali, imóveis...
Não emitiram sequer um ruído.
Olhavam-se e amaram-se como um só ser que estavam sendo naquele momento.
De repente os movimentos ressurgem... 
Seus corpos se esfregavam vertiginosamente...
Ele a segurou em seus braços...
Ela gemia de prazer... 
Ambos se fartavam da quente, suada e molhada presença um do outro.
Havia atrito ali. Muito atrito consumindo toda a energia daqueles corpos em incessante movimento. 
Ela gritava...
Ele puxava seus cabelos como quem domava uma fera.
Ela, a fera sedenta...
Ele, o domador incansável...
As janelas estavam embaçadas de tanto vapor. Um vapor oriundo daqueles corpos quentes e suados.
Gritos, gemidos, suor, calor, atrito...
Tudo foi ficando intenso demais... 
O quarto estava muito quente. Insuportavelmente quente...
Ali, ambos se entregaram e inevitavelmente selaram o seu amor com os fluidos dos seus próprios corpos.
Cederam, exaustos...
Acordaram logo após dissolver aquela distância, para sempre.

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