O problema da juventude é que ela tem o estranho hábito de duvidar de tudo. Duvidamos dos mais velhos, da experiência, da vida, da política, do céu e da terra... Duvidamos até mesmo de Deus, num processo de santificação de nós mesmos.
Nós, jovens, criamos nossas próprias crenças, fazendo oferendas aos nossos próprios intelectos (ainda embrionários). Afirmamos desde pequenos que somos capazes de sermos melhores do que qualquer um jamais foi. Renegamos a ideia de que somos todos iguais e tão capazes quanto muitos já foram, são ou vão ser. Lutamos por ideais (muitas vezes) frágeis e os tratamos (quase sempre) como "VERDADES INCONTESTÁVEIS". Somos "do contra" pelo simples prazer de "sermos diferentes" e, sendo assim, nos tornamos, a cada dia, ainda mais parecidos uns com os outros... Vivemos num processo insano de idolatria a nós mesmos, acreditando que o mundo gira em torno do nosso próprio umbigo e não de um eixo natural.
O fato é que vivemos num processo circular, onde o NOVO nada mais é do que o VELHO de cara nova. Sempre existirão Platões, Guevaras, Césares, Gandis, Khans, Zuckerbergs, Gates, Steves, Josés, Marias, etc.
É claro que podemos, nós mesmos, mudar o mundo... Mas, mesmo que não pudéssemos, ele acabria mudando sozinho.
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